Existe muita confusão atualmente em relação ao amor de Deus. Ele é amor, mas parece que as pessoas estão questionando o que o amor é e como se comporta. Este questionamento já chegou ao ponto de examinar e duvidar da realidade dos princípios morais.
Percebi que a falta de entendimento em relação ao amor de Deus tem criado uma teologia estranha que está sendo pregada ao redor do mundo. Em uma tentativa equivocada de amar pessoas, muitos Cristãos escolhem normalizar o pecado para não ofender ou machucar aqueles que estão vivendo em pecado. O resultado? Uma cultura de pessoas impotentes que permanecem acorrentadas aos seus vícios e aprisionadas por suas paixões inconstantes!
Na verdade, a necessidade tóxica de algumas igrejas de reconciliar pessoas consigo mesmas ao invés de com Deus acaba arruinando a jornada da congregação rumo à plenitude, reduzindo-a a um grupo de pecadores amedrontados. Ao contrário de Jesus, muitos líderes do século XXI estão obcecados em conquistar as massas com sofisticação, impressionando-as com discursos elaborados, e mantendo-as com elevadas motivações.
Essa teologia errônea, construída sobre uma fundação de incompreensão do amor de Deus, está remodelando a cultura dominante, alterando a mentalidade das pessoas, e mudando o comportamento de comunidades inteiras. Eu creio que Deus nos chamou para sermos arquitetos culturais, por isso, precisamos nos importar com aquilo que está moldando nossas comunidades! Até que ponto a nossa conformação como Cristãos se torna destrutiva para nossas congregações… Nosso silêncio, complacência… E nossa simpática permissão para aqueles que praticam o mal?
Ser uma fossa imoral para que pessoas sujas (todos nós nos sujamos às vezes) não se sintam mal sobre sua sujeira, compromete nosso chamado para ajudar os que estão sujos a ficarem limpos!
AMAR COM CONVICÇÃO
Não me entenda mal, sei que a maioria dos líderes estão dando seu melhor, sem intenção de enganar seja quem for! Para muitos líderes, a habilidade de pregar sem ofender ninguém é considerada uma arte que deve ser dominada.Porém, numa tentativa de amar a todos, ignoramos esta verdade fundamental: não existe amor sem convicção!
Por exemplo, o amor é leal, então deslealdade traz convicção. O amor é puro, então a impureza causa convicção. O amor sempre diz a verdade, então mentir traz convicção. O amor sempre traz esperança, então a falta de esperança cria convicção.
1 João 4:1 diz: “Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” Não vou falar sobre profetas hoje, mas quero falar sobre amor.
João continua no verso 16: “Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.” O que João está tentando dizer é que Deus É amor, e também é a FONTE de todo o amor. Devo ressaltar aqui que o amor não é Deus, mas Deus é amor!
Há uma grande diferença em dizer: “Minha cadela é uma menina” e “Minha menina é uma cadela”!
Proponho que essas afirmações não sejam trocadas. Não deveríamos fazer do amor um deus, mas olhar para o amor como uma manifestação da nossa conexão com Deus. Quando fazemos do amor um deus, ao invés de uma consequência do relacionamento com Deus, agimos para receber amor ao invés de agirmos a partir do amor. Além disso, quando buscamos o amor, podemos perder de vista o seu Autor!
Como podemos amar as pessoas e manter nossas convicções? Devemos amar as pessoas MAIS do que amamos nossas convicções, mas não podemos amar aos outros AO INVÉS de nossas convicções.
Como muitos dizem, Jesus perdoou a mulher apanhada em adultério. SIM, é verdade, mas Ele também a amou o suficiente para exortá-la: “Vai, e não peques mais.”
NORMALIZAR O PECADO NÃO PRODUZ LIBERDADE
Deixe-me ser claro, não é que os cristãos sejam melhores do que qualquer outra pessoa, de jeito nenhum! Nós apenas reconhecemos nosso pecado e a nossa necessidade de um Salvador. Em outras palavras, sabemos que temos um problema e permitimos que Deus nos dê a solução. Mas não há solução até admitirmos a existência de um problema. É impossível ajudar alguém com um problema que eles não acreditam ter.
A verdade é que certos pecados podem ser considerados comuns (e/ou politicamente corretos), mas eles nunca são normais. Além disso, tornar o pecado aceitável acaba com qualquer chance de alcançar uma verdadeira resolução. Deixar pessoas irremediavelmente presas em seu pecado não é amar; é ridículo, cruel, inconsequente e irresponsável.
Jesus morreu para salvar pecadores DO pecado, não PARA que eles pequem!
A GRAÇA NÃO É BARATA!
Deixe-me dizer isso de outra forma: todos precisam de misericórdia e graça para recuperar do fracasso (pecado). A misericórdia significa não receber aquilo que você merece (punição). A misericórdia nos perdoa. A graça significa receber aquilo que você não merece (o poder para mudar). Em outras palavras, a graça nos empodera para a santificação. Mas a única forma de receber misericórdia e provar da graça é admitir que você está errado (isso se chama confissão), e concordar que você quer mudar (isso se chama arrependimento).
Se você normaliza o pecado, insistindo que o seu comportamento não é pecado, é simplesmente “quem você é”, você não pode receber misericórdia nem graça, porque ambas requerem que você esteja errado.
Portanto, eu defendo seu direito de pecar (contanto que afete só você), mas nunca concordarei em normalizar o pecado na cultura da minha comunidade porque, ao fazer isso, estaria concordando em deixar pessoas feridas em sua dor.
AGINDO COM COMPAIXÃO
Então, como podemos ajudar aqueles que estão vivendo em pecado, o que inevitavelmente produz dor em suas vidas?
Devemos nos enraizar na VERDADE de que não somos as tentações a que resistimos — não importa quão forte é a sua vontade de pecar, ou por quanto tempo tem estado presente na sua vida.
Você é somente as virtudes que você abraça!
A compaixão é muito importante em nossas vidas e deve ser o tema central em tudo que fazemos.
Mas compaixão sozinha é muitas vezes insuficiente para fazer a diferença. Quando Jesus expulsou os comerciantes do templo (revirando suas mesas e perseguindo-os com um chicote), Ele não estava tomado pela compaixão, mas estava cheio de zelo! (Veja João 2:17)
Nesta passagem, a raíz da palavra “zelo” no grego é “zeo”. Zeo significa “ferver” ou “estar quente ou fervendo”! Correndo o risco de parecer que estou promovendo a raiva ou a violência, devo ressaltar que Jesus foi consumido por “zeo”... E ele estava farto de ser passivo com aqueles comerciantes. Seu sangue estava fervendo, e eles estavam prestes a descobrir o que Ele realmente pensava! Já imaginou os discípulos dizendo a Jesus: “Jesus, você precisa relaxar… se acalma...” ou: “As pessoas vão te interpretar mal”? DE JEITO NENHUM!
Jesus ama as pessoas, mas a compaixão deve ser acompanhada de zelo para podermos ver a mudança acontecer.
Deixe-me ser claro, eu NÃO estou defendendo violência ou força; estou apenas dizendo que precisamos enfrentar o espírito do politicamente correto e tomarmos uma posição pela justiça, representar a moralidade, e nos recusarmos a ser passivos.
A LUTA PELA MORALIDADE
A guerra pela moralidade está sendo travada nos berços de bebês, nos úteros de nossas mães e nas salas de aula de nossas crianças mais novas. Não me parece que a simpatia esteja funcionando!
Não permanecerei calado enquanto vejo meus netos atirados na fossa da imoralidade, castrados em nome da tolerância, ou mutilados em prol da diversidade. Vou amar a todos, independentemente de suas convicções, mas não ficarei inerte diante daqueles que querem enfiar o pecado goela abaixo de nossas crianças!
Vou lutar pelo direito de todos de serem livres para fazer as suas próprias escolhas da maneira que acharem melhor.
Por exemplo, o que adultos em consentimento mútuo fazem em seus próprios quartos não é responsabilidade do governo. Mas, não permitirei que pessoas me intimidem a normalizar perversão na vida de nossas CRIANÇAS.
O que eu quero dizer é que: o amor não é passivo! Somos comandados a dizer a verdade em amor. Qualquer paz que exista por meio do sacrifício da moral, não vale à pena. Resolver conflitos vendendo nossas almas — ou, para ser mais exato, das nossas crianças — é um preço que não vale o custo. A liberdade sempre tem um preço, e no dia que decidirmos parar de pagar a conta e não estivermos dispostos a lutar pela moralidade, será o dia em que a curta jornada de volta aos campos de concentração da escravidão terá começado.
COMO POSSO FAZER A DIFERENÇA?
O que quer que você esteja pensando, se você simplesmente manter seus pensamentos para si, não terá a menor chance de fazer a diferença no mundo.
Mesmo que isso signifique que você vai expressar a sua voz de maneira diferente do seu vizinho, comece hoje!
Você pode estar arriscando ser mal interpretado, o que ninguém gosta, mas isso sempre acontece a qualquer um que fizer algo grande; são ossos do ofício. O ministério de Jesus estava mergulhado em mal-entendidos e, francamente, às vezes Ele parecia gostar disso. Como quando Ele fez o discurso: “Vocês devem comer da minha carne e beber do meu sangue” . (Veja João 6:35-69). Devemos ser corajosos, ousados, e usar a voz que Deus nos deu para falar a verdade com amabilidade!
Como é que você faz sua voz ser ouvida sobre questões morais, sem comprometer o amor? Como é que você ama outros sem comprometer suas convicções morais? Adoraria ouvir suas ideias, seu processo, suas considerações e exemplos de vida real nos comentários abaixo!